segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

HU em Natal vai abrir leitos de UTI para crianças e adolescentes


O Estado do Rio Grande do Norte vai ganhar um reforço na assistência hospitalar com a abertura de cinco leitos da Unidade de Atenção à Saúde da Criança (UASCA), no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em Natal.
Nesta segunda-feira (28), o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Kleber Morais, esteve reunido com o superintendente do HU, Stenio Gomes, a gerente administrativo, Francisca Zilmar, e a chefe do UASCA, Jussara Maia, para resolver os últimos detalhes da abertura da UTI para crianças e adolescentes.
A ação está prevista para acontecer na segunda quinzena de dezembro e atenderá uma carência local de assistência na área. A iniciativa será possível por conta dos esforços da governança local e após a convocação de mais de 100 aprovados em concurso público pela Ebserh, este mês.

Fonte: Blog da saúde - Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Entenda o que são os Aceleradores Lineares

Equipamentos de alta tecnologia chegam ao país para atender pacientes que precisam de radioterapia


Uma boa notícia para os pacientes de todo o Brasil que lutam contra o câncer: O Ministério da Saúde vai adquirir 80 novos acelerados lineares, sendo que mais 20 devem ser adquiridos em breve. Os aceleradores lineares são equipamentos de alta tecnologia desenvolvidos para emitir a radiação utilizada em diversos tratamentos para combater a doença. A aquisição desses dispositivos faz parte do Plano de Expansão da Radioterapia. E o primeiro acelerador linear foi inaugurado nesta segunda- feira (28), em Campina Grande (PB).

Foram mais de 500 milhões de reais disponibilizados pelo Ministério da Saúde para comprar os equipamentos, sendo que a previsão é aumentar em 40% o número de pessoas atendidas. O Blog da Saúde conversou com o coordenador geral do Departamento de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Ministério da Saúde (DAET/MS), Sandro José Martins, para esclarecer o que a população pode esperar desse investimento.

Doação de sangue: métodos de coleta e testagem garantem segurança ao doador


A medicina não para de avançar. Com o passar dos anos são descobertas novidades para o tratamento de doenças, e até mesmo a cura delas. Mas mesmo com este avanço, nunca se descobriu uma forma de substituir o sangue humano. Quem, por algum motivo, precisa de uma transfusão, está completamente dependente de doações. E, infelizmente, o Brasil ainda não conseguiu incorporar a cultura da doação de repetição. “Pra gente é importante que a pessoa não venha uma única vez, mas que ela adquira o hábito. Que ela internalize essa cultura de doação, que ainda está incipiente no Brasil. A gente avançou muito, mas frente a outros países que tiveram histórico de guerra, por exemplo, a gente ainda está um pouco aquém”, lamenta a responsável pela captação de doadores do Hemocentro de Brasília, Kelly Baibi.

Câncer infantil: a atenção aos sintomas pode salvar a vida de uma criança

A cada ano, cerca de 12 mil novos casos de câncer infantil são diagnosticados no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A maioria envolve crianças de quatro a cinco anos de idade. Apesar de ser uma doença grave, com o avanço da medicina, o câncer tem sido vencido em 50% dos casos no nosso país. No mundo, essa taxa de cura sobe para 80%.

De acordo com a coordenadora de oncologia e hematologia do Hospital da Criança José de Alencar de Brasília (DF), Isis Magalhães, o diagnóstico precoce já é importante quando se trata de um adulto, mas é crucial na luta contra a doença quando o paciente é uma criança. “A nossa principal ação médica é diagnosticar precocemente. Para isso, a gente depende do médico pediatra geral que vai estar com a criança regularmente. Também nós dependemos da conscientização desses médicos de entrar no diagnóstico diferencial. De investigar a possibilidade de câncer”, alerta.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Estudo inédito alerta para vetor de Chagas no ambiente urbano


Vetores reconhecidos da doença de Chagas, insetos triatomíneos da espécie Triatoma maculataforam foram identificados, pela primeira vez, colonizando um ambiente domiciliar no Brasil. O achado inédito é relatado na edição de novembro da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. No artigo, os cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), da Universidade Federal de Roraima, da Secretaria estadual de Saúde de Roraima e do Núcleo de Entomologia do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami contam que 127 triatomíneos, popularmente conhecidos como barbeiros, foram encontrados no interior de um tijolo em um nicho de ar condicionado em um condomínio residencial em Boa Vista, Roraima. Segundo os autores, a descoberta inesperada aponta para um possível aumento do risco de transmissão do agravo no ambiente urbano. Além disso, considerando a associação do T. maculata com pombos, o estudo reforça a importância de manejo adequado desses animais.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Pesquisadores da UFMG desenvolvem forma de reduzir população do Aedes aegypti

Uma armadilha para capturar mosquitos Aedes aegypti. Com menos mosquitos adultos, menos transmissão das doenças transmitidas por eles. Essa é a expectativa do projeto da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade James Cook, da Austrália, que será financiado pela chamada pública do Governo Federal para apoiar projetos de pesquisa no combate ao vírus zika e no enfrentamento do mosquito.

O projeto envolve 3 passos: o primeiro identifica as áreas com alta infestações do mosquito; o segundo controla o mosquito por meio de armadilhas específicas; e o terceiro avalia o custo dessa ferramenta dentro de um programa de controle da dengue.
“Já tem uma nota técnica dizendo que as armadilhas são melhores indicadores da presença do Aedes aegypti. A armadilha adesiva MosquiTRAP já vem sendo utilizada no Brasil há 10 anos em mais de 80 cidades brasileiras e em outros países como Cingapura, no Havaí e na Flórida dos Estados Unidos, Colômbia e Austrália. Agora tem outros países que estão interessados, inclusive, no Sudeste dos Estados Unidos”, explica o coordenador da pesquisa Álvaro Eiras.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Raiz de açafrão pode ser alternativa para combater o Aedes aegypti

A ideia é, além de exterminar larvas de mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, não contaminar a água ou o solo com produtos químicos e nem agredir o ser humano


Um dos projetos selecionados na Chamada Pública para apoiar projetos de pesquisa no combate ao vírus zika e no enfrentamento ao Aedes aegypti, traz como estratégia o combate às larvas do mosquito através da ação fotodinâmica. A técnica do grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de São Carlos é simples: “As larvas vão comer um pozinho que é colocado na água e elas vão morrer, como se fossem queimadas, quando entrarem em contato com a luz”, explica um dos coordenadores do estudo, Vanderlei Salvador Bagnato.

A água já é um ambiente que as larvas costumam estar. As fêmeas do Aedes se reproduzem depositando os ovos em diferentes locais onde esteja água parada. Se a fêmea do mosquito já estiver infectada pelo vírus da dengue, zika, chikungunya ou febre amarela, as larvas podem nascer com o vírus. Logo, impedir o desenvolvimento das larvas é uma ação importante para acabar com as doenças relacionadas.

Com mais de dois anos de estudos e trabalhos publicados, o objetivo desse grupo, além de exterminar as larvas, era desenvolver uma tecnologia que não contaminasse a água ou o solo com produtos químicos. Por isso foi utilizado nos experimentos uma substância que facilmente pode ser encontrada na flora brasileira.

“O princípio desse estudo é fazer a larva ingerir uma substância que quando ativada pela luz possa produzir um ação tóxica que a mate. Então da raiz da curcumina (açafrão) nós extraímos uma molécula e a transformamos em pó”, detalha o coordenador da pesquisa. Quando esse produto é jogado em poças ou na água do prato das plantas, as larvas vão comer.